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Quiosques multimédia - alternativa às lojas do cidadão
 
     
 

Alunos finalistas da Licenciatura em Novas Tecnologias da Comunicação da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveram um sistema que poderá substituir as Lojas do Cidadão onde estas forem inviáveis, contribuindo para a desburocratização.

O projecto baseia-se numa rede de quiosques multimédia, com as mesmas funções que uma Loja do Cidadão, e num cartão que identifica o cidadão perante o serviço/quiosque.

"Através do Quiosque do Cidadão, as pessoas podem aceder a todos os serviços e instituições presentes na Loja do Cidadão e realizar o mesmo tipo de operações que aí podem executar", explicou António Salavessa, do grupo de alunos responsável pelo desenvolvimento do projecto.

"Um terminal deste sistema pode ser instalado em todas as localidades, na Junta de Freguesia ou num espaço público", disse António Salavessa, para quem as Lojas do Cidadão "são um passo em frente no sentido da desburocratização, mas não são viáveis em todos os locais".

O "Cartão do Cidadão", que incorpora num "chip" diversas aplicações, poderá substituir o Bilhete de Identidade, o Cartão de Contribuinte, a Carta de Condução, Cartões de Utente de vários serviços - estatais, municipais e de empresas - permitindo, mais tarde, a vertente bancária.

O sistema fica completo com a definição da entidade que procede à sua gestão, que, segundo a equipa que o concebeu, poderá ser o Instituto de Gestão das Lojas do Cidadão (IGLC).

António Salavessa referiu ainda que a implementação do sistema "está dependente da vontade política", lembrando que "o Partido Socialista entregou um Projecto de Lei na Assembleia da República, quando o projecto se encontrava em fase de desenvolvimento, que prevê a criação de um cartão do cidadão com quatro valências, o que demonstra alguma abertura para este tipo de soluções".

Quanto às questões éticas e legais, a equipa que desenvolveu o sistema diz que "não se trata de caminhar para o número único do cidadão, proibido pela Constituição, nem de proceder a qualquer cruzamento de dados".

"Os dados inseridos no chip do cartão servirão apenas para identificar o utente perante a entidade gestora, que depois encaminhará única e exclusivamente os dados necessários à execução do serviço pretendido pelo cidadão", explicou António Salavessa.

Os alunos responsáveis pela investigação salvaguardam que todo o processo terá que ser acompanhado pela Comissão Nacional de Protecção de Dados.

JPN Lusa

 
     
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  19 de Janeiro de 2018  

 

   
 
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