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Internet cresce 30% ao ano
 
     
 

fonte - www.unreal.pt

O número de utilizadores da Internet deverá atingir os 655 milhões até ao final do ano, contra os 500 milhões registados no mesmo período em 2001, indica um relatório das Nações Unidas.

Segundo o documento, a Internet regista uma taxa de crescimento anual da ordem dos 30 por cento, o que significa que 2,5 por cento da população mundial adere todos os anos à rede.

Os números integram o relatório 2002 da organização das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, a UNCTAD (United Nations Conference on Trade and Development).

Por outro lado, o comércio electrónico avança em todo o mundo, apesar das transacções electrónicas entre empresas não arrancarem verdadeiramente nos países do sul.

Aqui, o seu volume de negócios é ainda residual, apesar de desempenhos assinaláveis, por exemplo, nos serviços através da Internet registados em países como a Îndia ou a Costa Rica, passando pela China.

Em 2001, cerca de um terço dos novos utilizadores da rede residiam num dos 150 países em desenvolvimento.

Em 2002, o número de utilizadores da Internet aumentou 44 por cento na Ásia, 43 por cento em África, 33 por cento na América Latina, contra 10 por cento na América do Norte e 32 por cento na Europa.

No entanto, a utilização da Internet para o comércio electrónico continua a ser marginal nas economias dos países em desenvolvimento.

O seu contributo para o bolo do comércio electrónico situa- se perto dos 6,7 por cento, enquanto que a maior fatia está concentrada na região da Ásia-Pacífico.

As outras regiões do sul representam partes negligenciáveis, de menos de 1 por cento do comércio electrónico mundial.

A Ásia e o Pacífico, cujas empresas estão melhor integradas nas redes regionais e mundiais, e que são estimuladas pelas necessidades crescentes de subcontratação dos investidores estrangeiros, representam 46 por cento do número total de linhas de acesso digitais. O número de utilizadores de Internet aumenta aqui 50 milhões todos os anos.

O crescimento é particularmente acentuado na China, onde os utilizadores deverão passar dos 33 milhões registados em 2001 para 56 milhões no final de 2002, a nação mais importante em termos de número de utilizadores depois dos Estados Unidos.

Este último país concentra 45 por cento das receitas do comércio electrónico (e 27 por cento dos utilizadores de Internet), a Europa Ocidental 24,5 por cento (34 por cento dos utilizadores) e o Japão perto de 15 por cento (8 por cento dos utilizadores de Internet).

O continente africano surge muito distanciado dos restantes. Apenas um habitante em 118 dispõe de acesso à Internet, uma taxa que se concentra principalmente em cinco países (África do Sul, Egipto, Quénia, Marrocos e Tunísia).

Quanto ao comércio electrónico, é utilizado sobretudo na África do Sul.

No entanto, sublinha a UNCTAD, a ligação local é hoje em dia possível em todas as capitais africanas.

Outros países em desenvolvimento, estima a organização, poderão aproveitar as oportunidades que a rede representa, "se encontrarem soluções para os constrangimentos internos em matéria de tecnologias, pagamentos, telecomunicação e normas", e se Sbaixarem as suas tarifas e continuarem o processo de desregulamentação".

O texto indica também que os utilizadores e empresas que recorrem à Internet nos países do sul devem inserir-se mais nas cadeias de abastecimento regionais e mundiais.

O relatório nota que, globalmente, os produtos das tecnologias da informação (TI, essencialmente semi-condutores e tratamento de dados) "representam normalmente uma parte mais importante das exportações dos países em desenvolvimento que a agricultura, os têxteis e o vestuário combinados".

Isto tem a ver essencialmente com o facto de cada vez mais as sociedades multinacionais instalarem a sua produção de material nos países emergentes, e dos países em desenvolvimento se esforçarem por desenvolver capacidades locais de produção próprias para atrair a oferta de subcontratação destas grandes sociedades estrangeiras.

No reverso da medalha está o facto dos produtos de TI provenientes dos países em desenvolvimento serem geralmente de fraco valor acrescentado nos mercados de exportação.

 
     
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  17 de Outubro de 2018  

 

   
 
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