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Solar Fotovoltaica na Escola Alemã
 
     
 

A Escola Alemã em Lisboa é já um exemplo de sistemas foto voltaicos integrados em edifícios. Uma iniciativa que partiu do governo alemão para promover o programa “Telhados solares em escolas e instituições alemãs no estrangeiro”.

Sensibilizar as pessoas para as vantagens económicas e ecológicas das energias renováveis é uma preocupação primordial dos investigadores. Alguns projectos começam a ser finalmente executados e a tecnologia solar foto voltaica começa a ser uma realidade.

A Agência Alemã de Energia criou em 2004 um programa intitulado “Telhados solares em escolas e instituições alemãs no estrangeiro”. Por isso, este projecto chegou até a Portugal...até à escola alemã em Lisboa. Aqui começa agora a ser produzida energia eléctrica a partir da luz solar. O projecto partiu do Governo Alemão que juntamente com a IBC Solar tenta implementar a tecnologia foto voltaica no nosso país. A instalação ficou por conta da Jayme da Costa, empresa especializada em instalações solares e eléctricas.

“ O projecto é uma réplica de um projecto que também já aconteceu em Atenas em 2004, onde por altura dos Jogos Olímpicos se aproveitou para dinamizar também a energia solar foto voltaica. O que se pretende aqui é utilizar locais com referências à Alemanha para ajudar, no fundo a exportar o conhecimento e as boas práticas alemãs no mercado foto voltaico, que é o mais emergente na Europa de forma a motivar também e a dar a conhecer em países com potencial interesse estratégico”, explica Francisco Ribeiro, o engenheiro responsável pela instalação.

Esta escola já consome energia solar térmica há cerca de 10 anos. Agora foi a vez de apostar na foto voltaica utilizando dois tipos de tecnologias: painéis poli cristalinos e também de silício amorfo. Estes diferem na forma como são elaborados, na sua construção e claro, o custo dos painéis também é diferente. Sendo o de silício amorfo a solução mais económica.

Francisco Ribeiro garante que “ estes painéis são mais económicos na sua aquisição. Têm um problema, obviamente que ocupam o dobro da área referente aos painéis poli cristalinos. Os poli cristalinos serão mais eficientes na radiação solar, na conversão da radiação solar na energia eléctrica por metro quadrado. Os painéis de silício amorfo para a mesma potência instalada, serão cerca do dobro da área disponível. Portanto, um promotor terá sempre esta questão que deve ponderar, o custo do equipamento e também a área que necessita para levar a cabo a sua instalação foto voltaica.”

Este projecto traz ainda mais novidades...A Escola Alemã vai utilizar uma parte da produção de electricidade para consumo próprio a outra será exportada para a rede eléctrica nacional...o lucro vai suportar bolsas de mérito para os alunos. Um exemplo que podia ser seguido por outras escolas do país.

O problema reside no facto de muita gente ainda desconhecer o potencial desta fonte de energia renovável. Por isso mesmo é necessário dar a conhecer todo o processo para quem queira fazer uma instalação solar foto voltaica.

“ Vai depender obviamente de cada casa, quanto é que o promotor neste caso, vai querer ou tem disponibilidade para investir e também da área disponível. Portanto cada caso será um caso. Eu diria que se calhar para um telhado de uma casa, uma vez que temos uma limitação de área ou de terreno, os poli cristalinos seriam os mais indicados. Por outro lado se for uma cobertura onde haja maior disponibilidade de terreno ou de cobertura, se calhar vale a pena pensar na solução do silício amorfo. De qualquer das formas à medida que nós vamos tendo os resultados reais podemos fazer uma comparação e melhor elucidar as pessoas”, diz o engenheiro.


Joana Côrte-Real
09/04/2005

 
     
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  22 de Abril de 2018  

 

   
 
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