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Energia Solar Fotovoltaica
 
     
 

“Photovoltaics in Buildings” foi o tema do workshop que reuniu alguns investigadores e especialistas de toda a Europa na área da energia solar foto voltaica.
O objectivo foi discutir a possibilidade de este tipo de tecnologia ser promovida em ambientes urbanos, em particular na sua integração em edifícios.


Cada vez mais investigadores alertam para a necessidade de encontrar nas energias renováveis uma alternativa real e fiável às formas convencionais de produção de energia eléctrica.
As obrigações legais impostas pelas directivas comunitárias e pelo protocolo de Quioto, apenas reforçam esta necessidade.

Os sistemas solares foto voltaicos são um bom exemplo de como se podem aproveitar os recursos renováveis.
Portugal é um dos melhores locais para produzir este tipo de energia e os projectos começam finalmente a ganhar vida.

Os investigadores, acreditam que os pequenos sistemas de armazenamento da energia solar integrados no meio urbano podem ser o futuro dos países desenvolvidos. As mega centrais começam a deixar de fazer sentido.

Maria João Rodrigues, do Instituto Superior Técnico diz: “Existe alguma tendência para haver pequenos sistemas que seriam tipicamente instalados em edifícios e por outro lado, completamente na ponta oposta, algo que não é feito em lugar nenhum do mundo, que são centrais de grande capacidade como a que está prevista para Moura, com cerca de 64 MW e há outra central de que se fala bastante, nas minas de São Domingos de 116 MW. Portanto, um conceito no qual eu penso que terá mais futuro, ou melhor que é mais ou menos um dado adquirido por todos os países desenvolvidos, são os conceitos integrados no meio urbano. Sistemas relativamente pequenos, abaixo de 1MW, normalmente integrados nas estruturas dos edifícios e se possível na pele dos edifícios, para se maximizar o valor da energia se assim se quiser dizer, que está a ser gerada.”

O que está ser feito nos sistemas integrados em edifícios consiste na combinação entre a energia solar foto voltaica e a energia solar térmica. Por exemplo, a água de um edifício pode ser aquecida através de um painel solar e ao mesmo tempo pode produzir-se electricidade a partir de um outro. E é possível ainda fazer arrefecimento com a energia solar.


Guilherme Carrilho da Graça, da Natural Works explicou “ A comparação entre as duas é particularmente interessante na medida em que qualquer um dos painéis, quer o solar térmico, quer o foto voltaico, vai alimentar uma máquina de arrefecimento “
O potencial da energia solar ainda não é conhecido pela maioria das pessoas. Daí a insistência dos investigadores em reforçar a ideia de que se devem aproveitar ao máximo os recursos desta fonte de energia.

“ Simplesmente em Portugal, aparentemente todos os pedidos que estão a ser feitos de sistemas pequenos ainda assim não vão ser instalados em edifícios. Aparentemente é isto que está acontecer ou uma pequena percentagem está prevista para edifícios e estão a prever-se sistemas para serem montados no chão, o que eu diria que é uma perda bastante acentuada do que pode ser o valor foto voltaico que pode ser encarado como material de construção“, garantiu Maria João Rodrigues.

Até 2010, Portugal tem que produzir 39% da energias que consome a partir de fontes renováveis e no que diz respeito à energia solar foto voltaica, esta terá que produzir pelo menos 150 MW.

A investigadora explicou ainda que “aparentemente não vamos ter quaisquer problemas em atingir essa meta. Informações recentes levam a crer que neste momento já temos qualquer coisa parecido com 140MW comprometidos para se ligarem à rede o que significa que estaríamos a 10 MW. Aparentemente há um pedido de mais de 100 MW, portanto duplicaríamos eventualmente a meta antes de chegarmos a 2010.”

O valor da electricidade produzida em sistemas pequenos e entregue à rede ronda os 50 cêntimos por KW – quatro vezes mais do que aquilo que pagamos nas nossas casas por cada unidade de electricidade que consumimos.


Joana Côrte-Real
09/04/2005

 
     
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  21 de Janeiro de 2018  

 

   
 
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