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ENERGIA SOLAR: TANTO POTENCIAL (PRO TESTE n.º 258 – Maio de 2005)
 
     
 

A DECO PROTESTE analisou seis sistemas solares térmicos, recomendados para uma família de 4 pessoas e concluiu que “a poupança obtida é assinalável”.
Por exemplo, optando por um sistema de termossifão, em vez do esquentador de chama automática a gás propano, é possível “poupar mais de 300 euros por ano”.

Um dos maiores problemas é o custo de aquisição. A revista PRO TESTE comparou estes sistemas solares com os processos convencionais:
termoacumulador eléctrico e esquentador a gás. Assim, tendo Lisboa como exemplo, verificou o tempo que demorava o investimento a ter o devido retorno. Considerando que o tempo de vida do equipamento poderá ser de 15 anos, concluiu que nem sempre compensa. É o caso do sistema com colectores de vácuo. Apesar de ser muito eficiente, é demasiado caro. Os sistemas de termossifão são os mais vantajosos, pois, além de permitirem poupanças de energia até 80%, tornam-se rentáveis, em certos casos, após 7 anos.

Quem optar por comprar painéis solares, pode deduzir no IRS 30% do custo em equipamentos novos para utilizar energias renováveis, até ao limite de
728 euros. No entanto, esta despesa não é cumulativa com a dedução dos encargos com imóveis, como o crédito à habitação.

Estes cálculos foram feitos sem considerar os aumentos futuros do preço da energia. Ao contrário das outras fontes esgotáveis e poluentes, a energia do Sol é gratuita. Por isso, quanto maior for o aumento dos combustíveis, mais se poupará com os sistemas solares.

O Sol é um recurso renovável e inofensivo para o ambiente. A quantidade de energia solar que o nosso planeta recebe por dia é mais do que suficiente para satisfazer as exigências mundiais por ano. Mas, em Portugal, país com um dos valores de irradiação solar mais elevados da Europa (cerca de três mil horas por ano), o aproveitamento para aquecer água fica muito aquém do seu pleno potencial. Inverter esta tendência traria benefícios financeiros e ambientais. O Dia da Energia, a 29 de Maio, é um bom mote para reflectir sobre a questão.

Consumidores exigem
Investir em painéis solares ainda não está ao alcance de todas as bolsas, critica a DECO PROTESTE . Seria mais fácil se fossem implementados mais incentivos financeiros para a compra. Na prática, os benefícios fiscais em vigor são quase Inexistentes, denuncia. Cabe ao Governo, mais concretamente aos ministérios das Finanças e da Economia, implementar medidas concretas que estimulem à aposta nas energias renováveis.

Embora existam sistemas rentáveis, o preço de aquisição pode ser desencorajador. Linhas de crédito bonificado para a aquisição de equipamentos deste tipo, por exemplo, são uma realidade em Espanha. Não faz sentido que uma energia ambientalmente inofensiva não tenha maiores apoios. Todos, e também o Governo, teríamos a ganhar com isso.

É desejável que a obrigatoriedade da colocação de painéis solares em prédios novos crie as condições necessárias para desenvolver o mercado. Há já vários anos que, em Espanha, é de carácter obrigatório. Além disso, é previsível que a existência de pré-instalação de tubagem nas habitações reduza significativamente os custos de instalação.

A compra ou posterior substituição de equipamentos segundo uma lógica de condomínio, ou de associações de moradores, também poderá levar a descontos no custo de aquisição. Assim, produtos de qualidade a baixo preço poderão não ser uma realidade assim tão longínqua.

Por fim, a DECO PROTESTE defende que, embora o esquema de certificação esteja montado, a Direcção-Geral de Energia e Geologia, da tutela do Ministério da Economia, publique o manual de certificação dos instaladores. Tal é necessário para que o sistema entre a sério em vigor.

26.04.2005
DECO PROTESTE

 
     
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  21 de Janeiro de 2018  

 

   
 
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